O futebol é das mulheres

Jogos da seleção brasileira no mundial de futebol feminino serão transmitidos para os colaboradores da Bayer

Começou a Copa do Mundo de Futebol Feminino da Fifa, na França. Além do interesse natural provocado por um torneio desse porte, a disputa terá um gostinho especial para os colaboradores da Bayer, que irão assistir a todos os jogos da seleção brasileira na própria empresa, com direito a pipoca e refrigerante.


Colaboradores da Bayer reunidos para torcer pelas meninas do Brasil

 

Serão mais oportunidades para se encantar com o talento do time comandado por Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo. Além da busca pelos gols e pelas vitórias, as brasileiras que entrarem em campo estarão dando sequência a uma longa luta pela igualdade de direitos também nos esportes. E até agora não foi nada fácil.

 

Entre os adversários, destacam-se o preconceito, a intolerância e a injustiça que se refletem não apenas nos salários inferiores aos dos homens, mas, sobretudo, na interferência sobre as decisões femininas, sobre o que as mulheres poderiam ou não fazer. Para não ir muito longe, por incrível que pareça, basta lembrar que alguns esportes femininos foram simplesmente proibidos por muito tempo pela legislação brasileira – não por coincidência, sempre durante regimes de exceção.

 

Em 1941, no Estado Novo, Getúlio Vargas assinou o decreto-lei 3.199, cujo artigo 54 determinava que “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. Para não deixar dúvida, em 1965, na ditatura militar, uma resolução do Conselho Nacional de Desportos decidiu: “Não é permitida a prática feminina de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, polo, halterofilismo e beisebol”. Apesar de seu caráter absurdo, essa resolução só foi revogada em 1979.

 

Na Bayer, o que prevalece é o apoio à igualdade e à liberdade de escolha e, desde antes dos anos 2000, a empresa conta com um time de futebol feminino que faz bonito nas competições e por sete anos seguidos chegou ao pódio dos Jogos Sindusfarma, sendo bicampeão no futebol e bicampeão no futsal. A equipe é formada por jogadoras entre 20 e 45 anos, que atuam em diferentes áreas da empresa. Tem advogada, engenheira, profissional de TI e de relações governamentais, de estagiárias a gerentes, e foram elas que primeiro tiveram a ideia da transmissão dos jogos para os colaboradores da Bayer.

 


Time de futebol feminino da Bayer

 

Entre as jogadoras de futebol do time Bayer, a expectativa é de que as pessoas mudem a maneira de enxergar os esportes femininos. “Hoje em dia o preconceito com mulheres que jogam futebol é menor, mas ainda existe, infelizmente. Quando eu era criança, o futebol feminino começava a ter algum espaço. Eu queria sempre jogar bola na rua com os meninos, mas isso não era visto como uma coisa legal”, conta Izete Matos, especialista de Projetos da Qualidade na Bayer, jogadora mais antiga do time, bicampeã e goleira menos vazada nos Jogos Sindusfarma.

 

 

Algumas buscaram o apoio do All In, Grupo de Afinidade responsável por ações de equidade de gênero da Bayer, além do time de Comunicação e da área de Recursos Humanos. Cibele Rudge, líder do grupo All In, conta que isso pode fazer muita gente refletir. “Durante o mundial de futebol masculino ninguém questiona o direito de assistir aos jogos, mas não se dá valor ao futebol feminino, e isso vai contra nosso conceito de equidade de gênero. Devemos sempre estimular a reflexão e por em prática ações que facam a diferença a fim de viver em uma sociedade mais equilibrada. Todos devemos contribuir para a mudança”, diz Cibele.

 

No dia 13, quando o Brasil enfrentou a Austrália, a Bayer aproveitou o momento de integração para promover uma Resenha, que contou com a participação de Daniela Alves, ex-jogadora profissional e atual treinadora do time sub-17 feminino do Corinthians e da jornalista Gabriela Nolasco, do Jogadelas, site de cunho jornalístico-analítico que promove a naturalização do trabalho das mulheres dentro do ambiente esportivo, além de integrantes do time feminino de futebol da empresa. Elas fizeram parte de uma roda de conversa sobre a visibilidade do esporte para as mulheres.

 

 
Resenha Bayer tirou dúvidas da platéia e fez análises do desempenho da seleção feminina de futebol no jogo contra a Austrália

 

 

Além de um momento de integração entre os colaboradores e da conscientização sobre o valor da presença feminina, ações como essa representam uma movimentação muito importante, principalmente quando se trata de uma grande empresa. A Resenha aconteceu ao vivo para os colaboradores do Site Socorro, sede da Bayer em São Paulo, e transmitida para mais de 30 outras localidades.

 

"Eu acredito que as grandes empresas têm que ser vanguarda quando o assunto é inclusão e diversidade, elas devem puxar a sociedade. Esse é um desafio imenso e muitas vezes temos dificuldade de olhar os pequenos degraus que estamos subindo e celebrar. A gente olha aquela escada enorme, aqueles 1.000 degraus que ainda temos que subir para chegar lá e não olhamos os 200 que já subimos. É essa a importância da mobilização que estamos vendo na Copa de Futebol Feminino. Quem eram as poucas pessoas que imaginavam que a maior rede de televisão aberta do Brasil iria transmitir os jogos da nossa seleção feminina e empresas iriam parar para assistir? Obviamente ainda estamos longe da equidade, mas não podemos negar que subimos mais um degrau e fazer parte disso é muito gratificante.", Luiz Miyamura, Diretor de Planejamento de Supply Chain para a divisão Crop Science da Bayer, e também líder do Grupo All In.

 

“A transmissão da Copa feminina por um veículo de tamanho alcance nas casas dos brasileiros demonstra uma importante mudança e renovação de padrões, especialmente considerando a disparidade que sempre houve entre o futebol feminino e masculino no Brasil e no mundo. Do ponto de vista da comunicação, a transmissão trouxe um novo olhar para a nossa seleção feminina, abrindo espaço para discussões mais amplas sobre o lugar das mulheres em esportes considerados masculinos, e até mesmo em outros espaços pouco ocupados.”, diz Claudia Machado, Analista de Comunicação do time de RH da Bayer.

 

A meio-campo Joy Wu, que está no time desde que ingressou na Bayer, aos 21 anos, e hoje trabalha na área de relações governamentais, completa: “Oferecer esse tipo atividade é muito importante. Foi muito legal conhecer outras pessoas, de diferentes setores, que têm a mesma vontade de vestir a camisa da Bayer. Outro aspecto positivo é a possibilidade de desenvolver o trabalho em equipe. Jogar futebol do lado do meu trabalho é uma praticidade enorme. Além disso, é ótimo incentivar os cuidados com a saúde. A equipe também sente essa luta por direitos iguais no futebol”.

 

Alexandre Bigai, responsável pelo Clube Bayer e, por muitos anos, também pelo time de futebol da empresa, está otimista: “Acredito que os colaboradores vão se interessar, até porque os campeonatos do Sindusfarma mobilizam muita gente na empresa. Acho que a transmissão dos jogos vai atrair outras colaboradoras para frequentar o clube e jogar futebol. Como acontece no mundial masculino, o Clube Bayer será um ponto de transmissão dos jogos e esperamos muita gente para assistir”.

 

Do ponto de vista da importância da diversidade e como essa precisa ser uma discussão sempre em foco, Aline Alves Felix, Consultora de Inclusão e Diversidade, reforça que “este grande marco na história do Futebol Feminino só aconteceu, pois, a sociedade está em transformação e os padrões que tínhamos até aqui estão sendo e serão cada vez mais questionados. E a transmissão da Copa Feminina de Futebol em canais abertos é prova que, ao revisitarmos nossos padrões e nos perguntarmos “Por que não...?” “E se...?”, grandes mudanças acontecem e beneficiam a todas as pessoas. Promover a Resenha Bayer foi um jeito, claro, de celebrar e torcer por nossa Seleção, mas também mostrar aos nossos colaboradores que podemos aproveitar diferentes momentos para nos conscientizar a respeito de Inclusão e Diversidade. Fico muito feliz que, com este trabalho em time, tenhamos conseguido mostrar que mudanças em prol da equidade não são em vão.”

 

 

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Última atualização: 14/jun/2019   Copyright © Bayer AG